Muito obrigada a todos os que participaram no workshop do passado domingo.
Todos estávamos naquela sala por uma razão.
Com percursos diferentes e experiências de vida muito díspares todos partilhamos uma vontade comum ... conhecermo-nos!
Olharmos para nós mesmos e dispendermos tempo para nos conhecermos melhor e através desse caminho de auto-conhecimento alcançar uma maior paz interior e uma maior paz em nosso redor.
Ainda hoje em conversa com a minha mãe constatava como é que a atitude do meu pai e do meu irmão está diferente para comigo. O meu pai consegue manifestar melhor o amor que sente por mim e o meu irmão solicita a minha companhia e até me serviu o almoço um dia desta semana quando cheguei de dar uma aula de Yoga :)
E porquê? Se eles reagem assim é porque essas características sempre habitaram ou estiveram em potência dentro deles,... eu é que não estava preparada para os receber. Sinto assim que o meu caminho de auto-conhecimento tem permitido o desabrochar de relações que noutras alturas eram conflituosas.
Sinto que este é de facto o segredo - olharmos para nós próprios em vez de apontarmos o dedo aos outros ou a situações exteriores.
E estes tempos em que o modelo de um mundo focado nos aspectos materiais está a colapsar é uma enorme oportunidade para reavaliarmos as nossas prioridades. Podemos ter menos dinheiro, mas se calhar temos mais tempo e muitos amigos. Então vamos utilizar o nosso tempo da melhor forma possível - partilhando, dando e recebendo daqueles que amamos e estabelecendo laços de amizade com aqueles em nosso redor.
Basta pensarmos como é muitas vezes nos bairros mais pobres e nos países mais pobres que encontramos mais sorrisos e mais compaixão e como é nos bairros mais ricos que encontramos muros mais altos e um isolamento criado do "medo que me possam roubar".
Vivemos tempos de grande mudança, tempos em que nos está a ser dada a oportunidade de re-avaliarmos as nossas prioridades e tomarmos decisões quanto à nossa vida com maior consciência da nossa essência, com maior consciência do que sou eu e do que é a sociedade em mim. E abrindo os olhos descascamos a cebola e chegamos a um lugar de maior objectividade.
Desejo a todos muito amor e discernimento no vosso caminho.
Namaste,
Vânia
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